quarta-feira, 9 de junho de 2010

Última flor do Lácio, inculta e bela,

És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em vez da voz materna ouvi: "meu filho!"
Em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Língua Portuguesa
Olavo Bilac
Dez de maio...
... dia da Língua Portuguesa...

5 comentários:

ÖRGÜÇANTAM disse...

güzel duygular ,harika bir şiir.

hep mutlu ol.

Sonhadora disse...

Minha querida
maravilhoso poema...adorei.

Beijinhos
Sonhadora

Maria disse...

Hola Ines
Bello poema!!!!
Besos

Rosária Mendes disse...

Amiga tem selinho de dia dos namorados esperando por vc lá no blog passa lá e pega bj

Linda disse...

Olá Amiga!
Bonito poema!
Bom fim de semana.
Beijinhos
Linda